Com gritos de ‘bi-campeã’, Tijuca é a 4ª do 1º dia no RJ

Por Bruno Martins, 6 de novembro de 2011 20:01

Campeã do Carnaval 2010, a Unidos da Tijuca entrou na Marquês de Sapucaí com o enredoEsta noite levarei sua alma, e teve o cinema e o medo como temas centrais. Antes mesmo da escola concluir sua passagem pela avenida, o público da arquibancada entoava gritos de “bi-campeã”.

A comissão de frente, muito elogiada no último ano pelo trabalho do carnavalesco Paulo Barros, contou com grande expectativa do público. Nesta edição, com o nome “Pague para entrar, reze para sair”, a comissão se apresentou com mortos-vivos que literalmente perdiam a cabeça. O carro que acompanha os dançarinos foi feito em formato de túmulo e, durante a apresentação, sua tampa levantava até atingir a altura dos jurados.

Nesse instante, além de terem suas cabeças deslocadas, os zumbis sofriam ruptura de seus corpos. O tronco se separava das pernas mas, em seguida, retornavam aos seus devidos lugares. Os efeitos da comissão causaram grande impacto no público, que ovaciou a escola.

Caveiras e fantasmas fizeram parte do carro abre-alas, chamado “Barco do Caronte”. A alegoria é um longo barco tripulado por 102 pessoas em uma sala de cinema. A sua volta, caveiras cuspiam fumaça e tinham os olhos iluminados por luzes vermelhas.

Filmes como Os Caça-FantasmasA Fuga das Galinhas e Priscila, a Rainha do Deserto foram temas de alas da Tijuca. O grande sucesso cinematográfico de 2010 Avatar também foi representado. O carro era composto por 208 pessoas vestidas de azul, como os personagens da ficção, os Navis. No topo, a ave Toruk completava a alegoria.

O bruxo Harry Potter e seu mestre participaram do quarto carro. Com corujas segurando envelopes nas laterais, a decoração sombria tinha uma mesa no topo, que se movimentava. Somente ela custou R$ 160 mil, e chegava a oito metros de altura.

Na chegada à concentração, o carro abre-alas causou preocupação. Devido ao seu comprimento – mais de 40 metros – a alegoria não conseguiu ser manobrada. Com rapidez, integrantes da agremiação conseguiram separar o carro em duas metades e ele foi retirado da saída da avenida, sem atrapalhar as demais alas que o seguiam.

Tirando esse pequeno incidente, a harmonia não apresentou mais nenhuma complicação. Com dois minutos de folga, a escola cruzou o portão de saída e finalizou sua apresentação.

Histórico
O Grêmio Recreativo Unidos da Tijuca foi fundado no dia 31 de dezembro de 1931. A escola nasceu da fusão de quatro blocos existentes nos morros da Casa Branca, da Formiga e da Ilha dos Velhacos, logo depois que a Tijuca passou a ser habitada por escravos, descendentes e alforriados que deixavam para trás a falida zona do Vale do Paraíba.

 

A escola trouxe este ano o enredo Não é mais segredo: a Tijuca tem samba-enredo, com autoria de Julio Alves, Marcelo e Totonho, quando constróem um caminho de reflexões sobre o próprio enredo.

Ficha técnica
Presidente: Fernando Horta
Carnavalesco: Paulo Barros
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Marquinhos e Giovanna
Intérprete do samba: Bruno Ribas
Rainha da Bateria: Adriane Galisteu
Cores: Azul e amarelo

 

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Com leve acidente, Portela é a 3ª a se apresentar na Sapucaí

Por Bruno Martins, 5 de novembro de 2011 10:00

Momentos antes de entrar na avenida, o terceiro carro alegórico da Portela apresentou problemas na roda e gerou grande tensão entre os componentes da agremiação. Ao ser empurrado, um dos enfeites que estava no topo do automóvel bateu em um poste, quebrou e derrubou um dos destaques que se encontrava no seu alto. Por sorte, o destaque não se feriu com gravidade.

Depois de muito esforço, o carro conseguiu entrar na avenida. Vânia Love, irmã do jogador Vagner Love, era um dos destaques da alegoria, mas preferiu sambar no chão, visto que não conseguiu assumir sua posição a tempo.

A Portela entrou no sambódromo à 0h08, com um samba-enredo que homenageia os segredos das águas do mar. Com 4 mil componentes, a escola levou à Sapucaí oito alegorias e 32 alas. Na frente da bateria, a atriz Sheron Menezes sambou e cantou o tempo todo, emocionada.

Uma das vítimas do incêndio que afetou a Cidade do Samba em 7 de fevereiro, a escola perdeu 3 mil fantasias que precisaram ser refeitas em tempo recorde. Por causa do acidente, a Portela não será julgada no Carnaval 2011.

A comissão de frente abriu o desfile na frente da cabine dos jurados como se o desfile fosse para valer. Muitos componentes da agremiação choraram emocionados durante o desfile por lembrarem da dificuldade enfrentada pela Portela.

Com carros alegóricos de proporções gigantescas, a escola representou, em um deles, os primeiros navegantes que exploraram a imensidão azul do mar. Uma grande embarcação egípcia e uma réplica do Colosso de Rodes, que recepcionava as embarcações na ilha de Rodes eram partes da alegoria. Outra, “O Novo Mundo, O Paraíso Tropical”, representou a chegada dos navegantes à América.

Cor do mar, o azul esteve presente durante toda a passagem da Portela pelo sambódromo carioca. Tecidos, penas, plumas. Todos faziam referência à àgua.

Uma das alas da escola foi, em grande parte, composta por sambistas cadeirantes. Sem perder o ritmo, os integrantes da “Bagagerie” representaram os carregadores que responsáveis por receber os passageiros que chegavam no porto do Rio de Janeiro.

Prejudicadas pelo fogo, as fantasias da bateria foram algumas das que demandaram atenção especial. Em cada uma delas, 100 adesivos dourados precisaram ser colados para que o acabamento fosse feito.

Sem estourar o tempo máximo permitido, a Unidos da Portela finalizou sua apresentação. Apesar de não ser julgada em 2011, os integrantes da escola não fizeram por menos e desfilaram como se fosse “para valer”.

Histórico
O Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, foi fundada em 11 de abril de 1931 e a primeira escola a ser campeã oficial do Carnaval Carioca, no ano de 1935. Já surgiu como escola, a “Portela” foi a escola que introduziu a Comissão de Frente e, foi também a primeira a trazer uma comissão de frente uniformizada, por iniciativa de “Candeia Velho”, nome pelo qual ficou conhecido o antigo portelense Antônio Candeia após o sucesso do filho com o mesmo nome.

 

No Carnaval de 2010, a Portela trouxe o enredo Derrubando fronteiras, conquistando a liberdade, o Rio de paz em estado de graça, com harmonia do compositor Marcelo Jacob e Alex Fab e composição Rafael dos Santos,Diogo Nogueira,Naldo e Junior Escafura. O Mestre de Bateria é o maestro Nilo Sérgio comandando um grupo de ritmistas com mais 250 componentes.

Ficha técnica
Presidente: Nilo Figueiredo
Carnavalescos: Roberto Szaniecki
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Rogério Dornelles e Lúcia Nobre
Intérprete do samba: Gilsinho
Rainha da Bateria: Sheron Menezzes
Cores: Azul e branco

 

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Primeira a desfilar, São Clemente homenageou Rio de Janeiro

Por Bruno Martins, 4 de novembro de 2011 19:01

Única escola de samba da zona sul do Rio de Janeiro, a São Clemente foi a responsável por abrir o Carnaval carioca. Com o enredo O seu, o meu, o nosso Rio, abençoado por Deus e bonito por natureza, a agremiação levou as belas paisagens da cidade para a Sapucaí. Doze minutos após o horário programado, Igor Sorriso, intérprete da São Clemente, deu início ao desfile com o grito de guerra da escola.

Composta por 15 bailarinos, a comissão de frente levou para a avenida o clima litorâneo do Rio. Vestidos de amarelo e com capacetes que lembram o calçadão de Copacabana, eles andavam de bicicleta e pulavam corda. Um deles, vestido de vermelho, carregou uma prancha e fez referência a um dos esportes mais praticados nas praias cariocas: o surf.

A comissão fez uma brincadeira com o “conselho deliberativo divino” para criação do Rio de Janeiro. Segundo a escola, Deus, Seu Jorge e Nossa Senhora gastaram dois dias para discutir como criar a cidade, conhecida como Cidade Maravilhosa. O segundo carro alegórico, “Salve São Jorge do Rio de Janeiro”, representou a construção da metrópole. Assim como os grandes anjos que fazem parte da alegoria, todos os destaques vestiam roupas de operários. Curiosidade: o responsável por dirigir o carro, que normalmente vem “escondido” dentro da alegoria, veio em cima dele. Já os empurradores, que costumam vir atrás usando roupas comuns, vieram dos lados e fantasiados.

Em seguida, veio a terceira alegoria: “Real Horto”. Um chafariz gigantesco, réplica do que existe no Jardim Botânico, espirrava água nos destaques que compunham o carro.

Diferente das demais escolas, os coordenadores de bateria da São Clemente não utilizam apitos. Segundo eles, isso evita chamar a atenção dos jurados para quaisquer possíveis falhas na percussão.

Com um bote inflável enorme, o carro “Projeto Salvação” foi o sexto da São Clemente. Ele mostrou os problemas das chuvas no Rio de Janeiro. O último trouxe como destaque o gari Renato Sorriso que, ao fim da apresentação, voltou para a avenida, só que para trabalhar.

Quinhentos e sessenta componentes, vestidos com as sete cores do arco-íris, deram vida à ala “Ser carioca é…”. Ela representou os sentimentos do moradores da cidade e preencheu grande parte da Sapucaí com seus sambistas.

Faltando apenas dois minutos para atingir o tempo máximo permitido para a passagem pela avenida do samba, a São Clemente finalizou sua participação no primeiro dia de desfiles do grupo especial. Foram 80 minutos, que levaram para a Sapucaí 3,3 mil componentes, divididos em 31 alas, e sete carros alegóricos.

Histórico
Em 1951, um grupo de jovens do bairro de Botafogo participava de uma equipe chamada São Clemente Futebol Clube. O time criado em homenagem à rua em que se reuniam vestia as cores azul e branco. Eles faziam excursões para jogar em outras cidades e em uma dessas viagens, com destino à Bananal, também no Rio de Janeiro, o grupo começou a batucar em um pedaço de madeira. A empolgação foi tanta que eles resolveram criar a partir daquele momento o Bloco de Sujos, que passou a desfilar no Carnaval pelo bairro de Botafogo com as cores azul e branca.

Ficha técnica

Presidente: Renato Almeida Gomes
Carnavalesco: Fabio Ricardo
1º casal de mestre-sala e porta-bandeira: Bira e Jaqueline
Intérprete do samba: Igor Sorriso
Rainha da Bateria: Bruna Almeida
Cores: Amarelo e preto
Posição no Carnaval de 2010: Campeã do grupo de acesso

 

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Império de Casa Verde fecha desfile de SP com cerveja

Por Bruno Martins, 3 de novembro de 2011 10:00

Encerrando o desfile das escolas de samba do grupo especial de São Paulo, a Império de Casa Verde levou para a avenida o enredo Samba sabor cerveja, admirada há milênios. A nova sensação nacional!. Com direito a carros alegóricos que reproduzem alguns povos que mais apreciam a famosa bebida, a agremiação entrou na passarela com 3.500 componentes, dispostos em 24 alas.

Símbolo da escola, o tigre teve presença abundante no carro abre-alas, que retratava o Egito. O maior deles, posicionado no meio da alegoria, fez referência à uma das construções antigas mais conhecidas do país: a esfinge.

Esse mesmo carro, de proporções faraônicas, contou com uma novidade. Os destaques da alegoria faziam uma performance e interação com o carro. Por escadas nas laterais, os integrantes desciam para a avenida, dançavam e, para voltar aos seus lugares, utilizavam uma entrada localizada na parte de trás.

Todas as variedades da bebida foram mostradas no desfile da Império. Na frente do quarto carro alegórico, ao destaque de chão vestia fantasia que representava a cerveja escura. A alegoria, com um alemão cervejeiro na frente, simbolizava uma fábrica. Ela representava a chegada da bebida no País, trazida pelos holandeses.

Em seguida, vestido de verde e branco, seguiu o casal de mestre-sala e porta-bandeira. São eles Tsubasa e Kátia. Tsubasa é japonês e vem todos os anos ao Brasil só para participar do Carnaval. Apesar de morar do outro lado do mundo, o japonês mostrou intimidade com o ritmo brasileiro.

A ala das baianas foi à avenida toda vestida de verde, com o nome de ‘Tributo à camisa Verde e Branco’. A escola é madrinha da Império de Casa Verde. Já a ala dos ‘Baladeiros’, lembrou os boêmios que curtem os barzinhos e clubes noturnos.

‘Na Mesa de Bar em Qualquer Lugar, Vai Rolar…’ Esse é o nome do último carro da Império de Casa Verde, que, com o presidente da agremiação como destaque, presta uma homenagem ao bairro paulista da Casa Verde. Com Gracyanne Barbosa como rainha da bateria e dentro do limite de tempo estabelecido, a escola de samba encerra sua participação e fecha o desfile de Carnaval de São Paulo de 2011.

 

Histórico
O Grêmio Recreativo Cultural e Social Império de Casa Verde foi fundado no dia 27 de fevereiro de 1994. O nome foi escolhido com o objetivo de formar uma escola de samba que fosse além da avenida: com projetos sociais e culturais para a comunidade, uma escola de samba que fosse um “verdadeiro Império”, como citavam os foliões. O tigre é o símbolo da agremiação.

Ficha Técnica
Presidente:Alexandre Plumari
Carnavalesco: Marco Aurélio Rufim
Intérprete:Carlos Júnior
1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira:Robson e Jacqueline
Rainha de Bateria:Gracyanne Barbosa
Cores: azul e branco
Posição no Carnaval de 2010:7º lugar

 

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Gaviões da Fiel aproxima o Brasil dos Emirados Árabes

Por Bruno Martins, 2 de novembro de 2011 10:00

Os 3.600 componentes da Gaviões da Fiel, juntamente com cinco carros alegóricos, levam para o Sambódromo o enredo Do mar das pérolas e das areias do deserto à cidade do futuro. Dubai, o sonho do Rei Maktoum. Conhecida como a ‘Pérola do Deserto’, Dubai foi retratada com toda sua importância econômica e inovações arquitetônicas no segundo dia dos desfiles no Anhembi, em São Paulo.

Madrinha da bateria da agremiação e uma das musas do Carnaval de São Paulo, a apresentadora Sabrina Sato vestiu uma fantasa dourada repleta de cristais e pérolas, representando a riqueza. Já Tatiane Minerato, optou po uma fantasia mínima: apenas tinta e pedras coladas no corpo.

Um gigantesco gavião dourado articulado. Assim é o abre-alas, que levou também o escudo do Cotinthians. Chamado ‘Lágrimas da Lua’, o carro representou a lenda da lua que, ao chorar, transforma a lágrima em pérola.

Sempre ressaltando a riqueza e o luxo, as fantasias e alegorias da Gaviões da Fiel retrataram a história e importância econômica de Dubai na economia mundial. Com baianas vestidas de preto, a Gaviões da Fiel ressaltou a importância do petróleo para Dubai. Sozinho, esse emirado detém a sexta maior reserva petrolífera do mundo.

A ala ‘O Sonho da Modernidade’ representou as grandes obras arquitetônicas de Dubai. Construções faraônicas e edifícios altíssimos são alguns dos elementos presentes no terceiro carro, chamado ‘A cidade do Futuro’. Este mostrou como o progresso financeiro tranformou a cidade em uma das mais modernas do mundo.

Sem problemas com a evolução e nenhum contratempo em relação a alegorias, a escola colocou todos os carros na avenida e concluiu sem desfile aos 64 minutos. Na dispersão, integrantes e membros da diretoria comemoraram a conclusão da apresentação dentro do tempo estipulado pelo regulamento. apesar disso, a área passou por um princípio de tumulto.

Na saída de Sabrina Sato, três seguranças já a esperavam para evitar que os passistas chegassem perto. Alguns jornalistas conseguiram falar com a apresentadora, mas seus seguranças distribuíram alguns socos em quem tentava chegar muito perto.

 

Histórico
O Grêmio Recreativo Gaviões da Fiel iniciou sua história no Carnaval de 1975, quando um grupo de amigos formou um bloco, todos de torcedores, para sair nas ruas paulistanas. Com o sucesso do bloco, a escola foi fundada como Escola de Samba oficial no Carnaval de 1989, 15 anos depois.

Ficha Técnica
Presidente:Eduardo de Araújo Fontes
Carnavalesco: Zilkson Reis
Intérprete:Ernesto Teixeira
1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira:Dorival e Gisleine
Rainha de Bateria:Tati Minerato
Madrinha de Bateria: Sabrina Sato
Cores: preto e branco
Posição no Carnaval de 2010:5º lugar

 

Link: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2011/noticias/0,,OI4969625-EI17374,00-Gavioes+da+Fiel+aproxima+o+Brasil+dos+Emirados+Arabes.html

Com Didi “assustado”, X-9 finaliza desfile a tempo

Por Bruno Martins, 1 de novembro de 2011 10:00

Renato Aragão, criador e intérprete do eterno Trapalhão Didi Mocó, é o homenageado pela quinta agremiação a passar pelo sambódromo de São Paulo no segundo dia de desfiles. Com o enredo De eterna criança a embaixador da esperança… Renato Aragão, Didi Trapalhão!, a escola de samba relembrou muitos momentos importantes da carreira do humorista.

Como destaque, Didi desfilou em cima do último carro alegórico da X-9. Apesar de parecer um pouco assustado com a réplica do Cristo Redentor que balançava bastante, Aragão acenou, durante todo o percurso, para os foliões presentes no Anhembi.

Quase duas horas depois do horário previsto para sua entrada na avenida, a X-9 contou a história do cearense que, aos 29 anos, se mudou para o Rio de Janeiro.

A comissão de frente, composta por dançarinas vestidas de bonecas, carregava baús que, quando dispostos lado a lado, formam o rosto do Didi. Além disso, elas, durante a apresentação, abriram guarda-chuvas que formam as palavras ‘Renato Aragão’ e ‘Amor’.

São cinco carros alegóricos que compõem o desfile da X-9. Só no abre-alas foram utilizados 4 mil metros de renda na decoração. O segundo, chamado “Pois Brincar é Preciso” contou soldadinhos de chumbo, carrossel repleto de crianças e roda gigante espelhada.

O terceiro carro, que ressaltou a produção cinematográfica de Renato, teve como parte da decoração bonecos gigantes representando os quatro Trapalhões: Didi, Dedé, Mussum e Zacarias. Demais participantes de seus filmes também foram destaque da alegoria, como o Sargento Pincel (Roberto Guilherme) e Tatá (Tadeu Mello).

Além deles, Lílian e Lívian, esposa e filha do humorista, também prestigiaram o desfile que, aos 63 minutos, foi finalizado sem nenhum contratempo.

 

Histórico
O Grêmio Recreativo Cultural Escola de Samba X-9 Paulistana foi fundado em 12 de fevereiro de 1975, no bairro da Parada Inglesa, Zona Norte de São Paulo.

Um grupo de amigos comemorava a vitória do Várzea, time de coração, num dos bares da cidade, e levaram para a rua uma batucada regada à cerveja. Assim surgiu o embrião da escola de samba X-9, que antes era chamada de Bloco “Filhotes da X-9″.

A escola teve uma participação tímida até a década de 80 e depois se tornou uma das escolas mais importantes do Carnaval de São Paulo.

Ficha Técnica
Presidente:José Manoel Gaspar
Carnavalescos: Rodrigo Dias Cadete e Flávio Alberto Campello
Intérprete:Zé Paulo Sierra
1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira:Renato Trindade e Karina Nascimento
Rainha de Bateria:Joana Machado
Cores: verde, vermelho e branco
Posição no Carnaval de 2010:9º lugar

 

Link: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2011/noticias/0,,OI4969621-EI17380,00-Com+Didi+assustado+X+finaliza+desfile+a+tempo.html

Repórter do TV Fama faz ensaio para revista de noivas

Por Bruno Martins, 23 de setembro de 2011 12:46

Renata Freitas, Repórter do TV Fama, da Rede TV!, participou de um ensaio fotográfico para uma revista de noivas e eu acompanhei o making of. A matéria, que foi ao ar na quarta-feira (21/9), está logo abaixo.

 

 

Link: http://www.redetv.com.br/Video.aspx?8%2C10%2C219894%2Centretenimento%2Ctv-fama%2Creporter-do-tv-fama-estampa-capa-de-revista

Com musa ferida, Vila Maria é 4ª a desfilar no 2º dia em SP

Por Bruno Martins, 31 de agosto de 2011 9:00

Programada para entrar no Sambódromo à 1h15, a escola deu início ao seu desfile somente uma hora e meia depois. Com o enredo Teatro Amazonas, Manaus em cena, a agremiação conta a história do teatro, inaugurado em 31 de dezembro 1896. Priscila Bonifácio, uma das musas da agremiação, acabou se ferindo com sua fantasia. Aparentemente, não foi grave, mas ela sangrando um pouco na região do busto.

Ao todo, a Vila Maria entrou na avenida com cinco carros alegóricos e 3.500 componentes, que compõem as 27 alas. Para dar mais brilho ao desfile, a dançarina Scheila Carvalho se apresentou como rainha da bateria.

Jean-Baptiste Poquelin, mais conhecido como Molière, é o dramaturgo representado pela comissão de frente. Molière, que também era ator, viveu entre janeiro de 1622 e fevereiro de 1673.

As óperas também foram lembradas no desfile da Vila Maria. O segundo carro, que recebeu o nome de ‘Ópera La Gioconda’ apresentou o palco do Teatro Amazonas, com orquestra e público. A alegoria lembrou a primeira apresentação no teatro. Já o terceiro, ‘A Grande Ópera’, apostou na decoração oriental e egípcia, e teve a música como destaque.

Com a perda da força de levar grandes espetáculos para seu palco, o Teatro Amazonas teve um período de decadência. Para fugir dessa crise, suas portas foram abertas aos bailes de Carnaval. Seus salões, aos banquetes luxuosos.

A Copa do Mundo não ficou de fora da avenida na apresentação da Vila Maria. A cidade de Manaus é uma das sedes da competição de 2014. A modelo paraguaia Larissa Riquelme, que ficou famosa durante os jogos de 2010 por guardar o celular dentro da blusa, era uma das musas do carro ‘As Próximas Atrações’.

Com 64 minutos de apresentação, a Unidos de Vila Maria encerrou sua passagem pela passarela do samba. Fora o ferimento de Priscila Bonifácio, nenhum outro incidente atrapalhou o desfile da escola.

Histórico
Fundado em 1950, o Grêmio Recreativo Cultural Social Escola de Samba Unidos de Vila Maria foi oficializado após quatro anos e nasceu depois de seus membros brincarem o Carnaval em desfiles pelas ruas do bairro homônimo. Em 1960 a escola fez sua estreia oficial no sambódromo.

Ficha Técnica
Presidente: Paulo Sérgio Ferreira (Serginho)
Carnavalesco: Fábio Borges
Intérprete:Baby
1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira:Rodrigo Bernardo e Marina Antônio
Rainha de Bateria:Priscila Bonifácio
Madrinha de Bateria: Scheila Carvalho
Cores: verde, azul e branco
Posição no Carnaval de 2010: 6º lugar

 

Link: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2011/noticias/0,,OI4969618-EI17374,00-Com+musa+ferida+Vila+Maria+e+a+desfilar+no+dia+em+SP.html

Mocidade perde ‘carro 3D’, mas conclui desfile no tempo

Por Bruno Martins, 29 de agosto de 2011 9:00

O quarto carro da Mocidade Alegre quebrou momentos antes de entrar na avenida do samba. A alegoria retrataria as ilusões 3D, mas, por problemas mecânicos, foi impedido de participar do desfile no segundo dia do Carnaval paulista no Sambódromo do Anhembi. Com o enredo Carrossel de ilusões., a Mocidade Alegre, terceira escola a passar pela avenida, contou com 3.500 componentes, divididos em 25 alas, e cinco carros alegóricos.

O quarto carro da Mocidade Alegre quebrou momentos antes de entrar na avenida do samba. A alegoria retrataria as ilusões 3D, mas, por problemas mecânicos, foi impedido de participar do desfile no segundo dia do Carnaval paulista no Sambódromo do Anhembi. Com o enredo Carrossel de ilusões., a Mocidade Alegre, terceira escola a passar pela avenida, contou com 3.500 componentes, divididos em 25 alas, e cinco carros alegóricos.

A comissão de frente, composta por dançarinos vestidos de Chapeleiros Malucos, como o de Alice no País das Maravilhas, levou letras gigantes pela avenida conduzidas por dançarinos. Montando a palavra “iluda-se”, ela convidou os foliões a darem asas à imaginação em uma complexa coreografia.

Mestre Sombra, mestre de bateria da agremiação, inovou no desfile deste ano. Elecausou um ’silêncio’ na passarela do samba. Enquanto segurava as batidas de surdos, chocalhos e tamborins, entre outros, os integrantes da escola cantavam o samba-enredo. Normalmente, essas paradas costumam ser de poucos segundos.

Outra novidade foi a coreografia realizada. Os percussionistas se dividiram em dois grandes grupos. enquanto a metade da direita recuava, a da esquerda avançava na avenida. Assim que estavam bem separados, em laterais opostas da avenida, eles trocaram de lado e, em seguida, emparelharam novamente.

Objeto presente no dia a dia, a televisão foi homenageada em uma das alas da escola. As fantasias dos passistas continham réplicas de aparelhos de TV e eram repletas de olhos iguais aos robozinhos do reality show BBB.

O terceiro carro alegórico, chamado ‘Abracadabra…Magia da Ilusão’, prestou tributo os mágicos e tem o ilusionista Isao Mamura como destaque. No carro, um dos mais conhecidos números de ilusionismo é realizado: uma mulher é dividia ao meio.

Faltando poucos minutos para o tempo máximo de desfile ser atingido, a Mocidade Alegre concluiu sua apresentação no Anhembi. Ao fechar dos portões, Solange Bichara, presidente da agremiação, chorava e lamentava o ocorrido com o carro alegórico quebrado.

Histórico
A escola foi fundada em 1967 e seu nome é oriundo de um bloco que desfilava no centro de São Paulo, com homens vestidos de mulher. Até a fundação da Mocidade Alegre, apenas os homens podiam desfilar nas ruas, regra que permaneceu vigente até 1966.

Ficha Técnica
Presidente: Solange Bichara
Carnavalescos: Sidnei França e Márcio Gonçalves
Intérprete: Clóvis Pê
1º casal de Mestre-Sala e Porta Bandeira: Emerson Ramires e Adriana Gomes
Rainha de Bateria: Marília Silva
Cores: vermelho e verde
Posição no Carnaval de 2010: 2º lugar

 

Link: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2011/noticias/0,,OI4969617-EI17380,00-Mocidade+perde+carro+D+mas+conclui+desfile+no+tempo.html

Segunda a desfilar, Águia de Ouro “põe fogo” no Anhembi

Por Bruno Martins, 26 de agosto de 2011 9:00

As cores laranja e vermelho tomaram conta do Anhembi. Com o enredo Com todo o Gás, a Águia de Ouro é fogo, a escola da Pompeia, fundada em 1976, contou a importância do fogo desde a sua descoberta. Ao todo, desfilaram 3,8 mil componentes, distribuídos em 23 alas e cinco carros alegóricos. A escola foi a segunda a entrar na avenida no segundo dia de desfiles em São Paulo.

A comissão de frente, intitulada ‘África, o berço da humanidade’, mostrou o oráculo do fogo. Os dançarinos representam os primeiros homens a manusear o elemento. E já que a escola trata da importância do fogo, ele não podia estar fora de sua apresentação. O carro abre-alas levou, em suas laterais, painéis de LED com imagens de chamas e, no topo, um ponto que soprava colunas fogo.

A inquisição também foi lembrada no desfile da Águia. O carro ‘Idade Média – Inquisição’ colocou na avenida magos, torres da igreja, uma anjo azul de braços abertos e o Papa Pio XIV, como destaque. Uma ala só de bruxas também faz referência ao período.

Os tempos modernos também marcaram presença. O quarto carro alegórico demonstrou o gás encanado com mulheres nuas no chuveiro, dutos e canos. Já o quinto e último carro veio decorado com uma grande águia dourada e o deus da natureza como protetor das florestas.

Com plumas vermelhas e amarelas, a ala ‘Salamandra’ foi para a avenida representando o réptil resistente ao fogo. E como não é sómente o fogo que queima, a Águia desfilou a ala ‘Pimenta Malagueta’.

Sabrina Boing Boing, destaque da agremiação, foi para a avenida com uma novidade. Este ano a musa desfila vestida. Já Valesca Popozuda, que é rainha da bateria, vestiu uma fantasia repleta de pedras e cristais.

Aos exatos 60 minutos – e dentro do tempo estipulado -, o Grêmio Recreativo Escola de Samba Águia de Ouro finalizou sua passagem pela avenida so samba. Ao fechar dos portões, componentes e membros da diretoria comemoravam a apresentação que não foi surpreendida com nenhuma adversidade.

Histórico:
A escola foi fundada em 1976. Inicialmente, era formada pela associação dos jogadores do “Faísca de Ouro” e dissidentes da Pérola Negra. O primeiro ensaio da escola, foi realizado na Vila Madalena, em seguida passaram para a Vila Anglo-Brasileira e, por fim, atualmente a festa acontece na Vila Pompéia.

Presidente: Sidnei Carriuolo Antônio
Carnavalesco: Sergio Caputo, Cláudio Cavalcante, Carlos Fernandes (Shangai) e Bety Trindade
Intérprete: Serginho do Porto
1º casal de Mestre-Sala e Porta-Bandeira: João Carlos e Lais Moreira
Rainha da Bateria: Valeska Popozuda
Posição no Carnaval de 2010: Campeã do Grupo de Acesso

 

Link: http://diversao.terra.com.br/carnaval/2011/noticias/0,,OI4975553-EI17380,00-Segunda+a+desfilar+Aguia+de+Ouro+poe+fogo+no+Anhembi.html

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